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Se me fas un francés
regaloche un portaviós, porque ti es o meu vulto e non che quedan máis collós. E se non o keres faser chamo a unha dos batallós neste mundo son o puto xefe, tamén podes chamarme boss. Malfalao
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ÁCCESIT. Premio Pessoa ao máis heterónimo
Azul, azul como um ghato no telhado de zinco e meia de seda, vai bailar Laurinha, Laurinha, Laurela, violeta parra vir a junta mim, parra vir a junta mim, rosinha rosinha rosa não regues mais a roseira vermelha como o Sangue dos Mártires Patriotas, Tudo isso és tu minha Laura que te bote de menos mogollón! Já che digem que sou um vulto da políteca, ou la lá la Laura, que se estivesses aqui choraria d'amor por ti. La la la la Laura!: É que che juro que me dás um ghusto quando subo ao portaviões po la escalerilla d'atrás. O mundo é francês ou não será. U-lo Arestora
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Aznar e as súas necesidades
O caso está na ruda adversidade urxente No váter sen clientes No vidé dun cuarto independente No portaavións sen televidentes No vulto evidente Do presentador drogodependente Que percura un francés surprendente Na sala de maquillaxe da TVG máis repelente. O tío Marcos da Parcela
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Caro George:
Os teus porta-avions Eu passo-os polo vulto. Assinado: um encantador tipo francês. Jacques
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Cantiga para Laura
Da doenza do meu vulto eu fora vosa menciña só con vós serdes a miña Sonche moitas as razóns pra curar dunha atacada fogaxe tan desesperada que abafa este corazón inmenso como un portaavións: ven aquí querida miña que teño remedio e menciña. Do dereito e do revés só ti podes darme a cura deste quentor que me fura, trebellarei contigo un mes se me fas un bo francés: velaí está a menciña, eu a túa, ti a miña. Camões XXI
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Preciosa Laura, miña doce amada
pediríache agora unha mamada pero para non ser descortés direiche que me fagas un francés. Desatemos as nosas fortes paixóns; mentres ti chuches no meu portaavións eu lamberei o teu salobre catamarán e as nosas accións sesenta e nove se chamarán. Preme, retorce e tira do meu escroto até conseguires vaciarme polo meu esgoto, espreme até a última gota o meu vulto palpitante como me fai sempre Aznar en pose indignante. HP
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os meus nabos enchen a túa horta;
quérote aínda que sexas torta; ouh meu inútil saco de patacas se aínda se mantivesen novas... ámote na cociña tanto coma un peixe á súa espiña; canto máis vella te pos menos tempo lle queda ao noso romance para ir onde o cura encarga-lo nicho; querote aínda que te olvides de deixarme ve-lo fubol tranquilo; os viños de máis cos que chego a casa son só para verte máis belida; vales máis que a fresadora vella do john deere; sempre miña iso si na cociña XB
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Haiku
Vulto no leito Un bico nos teus beizos outros non quero Serampor
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Chantado no portaavións
oíndo o ruxir das máquinas penso nos teus vultos, dous da túa figura fantástica. ¡Quen me dera ser francés para falarche de amur con palabras ou paroles con algo máis de glamur, guindando rosas vermellas e algunha violeta azul sobre o chan, baixo os teus pés calzados de xaturú! Irene
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ÁCCESIT. Premio Pessoa ao máis heterónimo
Prezada Laura amorosa, rosa como a cor da rosa, violeta como a violeta que a cor da dor não afeta, e azul como o mar azul que cobre a água de tul: Se estás longe, n'estás perto e a beijar-te não acerto. Se estás perto, me aproximo a que me dês muito mimo enquanto boto bombinhas humanitárias, boínhas que não matam: tendem flores de uránio, sangue e amores. Quanto estou ao teu carão vem-me toda a inspiração: desenho mapas, conquistas, beijos contra terroristas, carícias aos muçulmanos afegãos, sírios, iraquianos, Sol de Sol e Luz de Luz que o teu Amor me produz. Quando estou entre os teus braços vou desenhando os meus passos, que são os da salvação da minha eterna Nação: Se me dás um beijo, mando a Afeganistão um comando para matar esse Ossama que tão pouquinho nos ama. Se me dás a mão, invado qualquer país ao seu lado com exércitos de amor para cantar ao Senhor o meu Cantar dos Cantares por terras, ares e mares. E se me fitas nos olhos com os teus olhos, abrolhos da mais pura Paz do mundo, num grande abraço me fundo: Fundo-me com a luz de Deus para desterrar os véus, para ungir de Santo Óleo as Sodomas do petróleo, as Gomorras de diamantes brilhantes como os teus olhos, como os teus olhos brilhantes. Por ti mato com carinho uma mulher, um meninho, com pólvora cuidadosa que –como tu!– cheira a rosa. Por ti envio suaves tropas que ao assassinar alçam copas: sangue santo de Jesus na metralha dum obus, corpo de Cristo gentil no disparo dum fuzil. Por ti envio portaaviões carregados de bombons, por ti ofereço ao mundo o vulto para que me rinda culto, por ti amo-te em francês neste mundo do revês. E por ti sempre relembro esse Onze de Setembro, essa dor americana muito maior que a iraquiana: três mil mortos são milhões se são os nossos peões, e são poucos se são deles, que têm diferentes peles. Prezada Laura, Laurinha: Já o entardecer se adivinha. Cerne-se na Casa Branca a mágoa que mais me manca: a ausência da minha amada da cor da terra queimada, de peitos como montanhas com rebentadas entranhas, de cabelos tão cumpridos como membros espargidos, e de sussurro tão forte como a doce voz da Morte. Porque tenho uma Missão que me sai do coração, onde aninham a paixão e a defesa da Nação, eu só canto esta verdade para toda a Humanidade: Cheira a pólvora em Bagdade e eu, com esta soidade... Salomão
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